sábado, 27 de fevereiro de 2010

A evolução digital

Um doce para quem descobrir o que fui fazer:


Obs: o energético "Mother" foi comprado apenas para homenagear meu amigo Salimena.

Hmmmm, mááááááátheeeeeeeeeeeerrrrr

Pegando as cadelas de Sydney - Parte II

Essa é a Chayenne.


Agora só falta um pastor alemão para eu completar a série "cachorros que ainda terei".

Mardi Grass (ou onde fui amarrar minha égua com um laço rosa)

Ontem teve uma parada chamada Mardi Grass aqui, que, em sumo, é um baita carnaval gay.


Muito estranho.

O governo fecha 5 km (sim, CINCO) da principal avenida da cidade e rola um desfile só de manja-rola e cola-velcro. É muito, mas MUITO sem-graça. Sendo brasileiro e estando acostumado com o carnaval, poderia antecipar que o evento seria bem chato. Porém, eu ainda ODEIO carnaval, o que fez da experiência algo ainda pior. Não sei porque insisto em tentar gostar dessas coisas (dos desfiles, não dos gays - não que haja algo de errado nisso).

Pra ilustrar meu nível de diversão, vou transcrever as frases do Steve, o Canadense, que, assim como eu, não estava nem um pouco interessado no desfile. Vou mantê-las em inglês, porque assim é mais engraçado.

- Ow, dikes on bikes! That's strange.
- Irc, put your shirt on, lesbo!
- Shiiit, is that a gay Avatar?
- What's that on that dude's sac? Glitter or pubs?
- Osama Bin Laden waving a rainbow flag? That's it, Diogo. Let's get ourselves a cheeseburger.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

30 dólares na faixa

Ontem fui comprar um Twix no supermercado (Woolworth's, que é o Bahamas daqui) e uma garota veio falar comigo sobre uma pesquisa. Resumindo: tomaria 15 minutos do meu tempo e ela me daria 10 dólares (sim, 10 dólares) pra responder um questionário. Respondi tudinho e ela me deu um wishcard no valor prometido.

Como não sou bobo, perguntei se ela estaria ali no dia seguinte. Ela disse que sim, e hoje voltei no supermercado. Peguei uma barra de Mars e fiquei andando com ela pra cima e pra baixo, esperando. Passei em frente ao grupo das meninas que fazem a pesquisa, assobiando, rodando a barra na minha mão e até deixando ela cair "sem-querer".

Ainda assim, nenhuma delas veio falar comigo. Pensei: "foda-se". Cheguei na cara-dura pra uma delas e falei: "Ei, acabei de comprar uma barra. Você não gostaria de me entrevistar para a pesquisa?" Nisso ela devolveu: "Hoje não vale barra, só box". A box é bem mais cara, mas ainda assim valia a pena, pq o vale era de 20 dólares! Peguei o box e ela veio rindo, toda sonsa... "gostaria de participar da pesquisa?"

Respondi todas as perguntas e, quando ela pediu por meu nome (já falando que tinha que ser diferente e inventado, porque eu tinha dado meu verdadeiro no dia anterior), mandei aquele "My name is Jerry Seinfeld", e saí sorrindo.

Detalhe final: ainda devolvi o chocolate porque era bem caro.

Ah, o povo brasileiro...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pretensões

Ontem, enquanto bebíamos um vinho homemade australiano, o Dizzy (meu inquilino) começou a ficar meio bêbado e revelou um plano secreto dele: o cara tá planejando um meio alternativo de vôo na vertical!!!

É sério.

Segundo ele, não tem nada a ver com magnetismo, inércia, vácuo ou gravidade. Ele então explicou do que se trata, e eu fiquei olhando pro Steve (o canadense que mora aqui também) com aquela cara de "what the...?"

Depois, quando fui dormir, comecei a pensar em como eu não tenho direito algum de julgar o cara. Sabe, se meu plano é o de me tornar um escritor comercial mundialmente famoso, quem sou eu pra dizer que Dizzy Dizon não vai ser o responsável por uma nova forma de transporte aéreo?

Do jeito que as coisas estão aqui , o Steve, que é advogado, deve ter como principal meta de vida fechar todas as filiais do McDonalds mundo afora.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Um lugar para chamar de lar

Videos do meu lar. O primeiro é uma tour (desculpem pelo tamanho, fiquei sem saco de editar), enquanto o segundo é um "momento hippie" na varanda.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Piada ruim de um casal cibernético na Era da Globalização

Retirado do MSN:

Diogo Britto diz: oi amor
Lara diz: oláááá
Diogo Britto diz: acabei de comer uma australiana
Lara diz: que coincidência, amor! acabei de dar para um argentino!


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Primeira entrevista de emprego!

Tava numa boa assistindo Zombieland aqui quando o celular tocou. Meu coração parou, pois ninguém tem meu número, exceto empresas onde enviei meu currículo.

No fim das contas, era mesmo um empregador. E, o melhor: em North Sydney, um lugar muito bom, perto do centro e perto da facul também. Marquei entrevista para amanhã às 11, e estou muito feliz porque corri atrás pra caralho, mesmo que só por um dia.

Sei que as chances de eu conseguir são remotas - afinal, vai ser a primeira entrevista marcada que tenho (já fiz outras duas na hora em que deixei meu currículo) -, mas ao menos uma chance eu vou ter, o que já me dá esperança de continuar tentando.

Só estou preocupado mesmo com meu inglês, porque quando eu falo todo mundo me entende, mas ouvir é foda... o sotaque é do inferno. Mas nada que um "sorry?" não resolva.

Outra coisa que me bola é o lance da bandeja. Como já deve dar pra intuir, pelo meu currículo eu sou o garçom-deus da terra, capaz até mesmo de manusear uma bomba atômica e servir clientes ao mesmo tempo. Mas quem me conhece sabe que pra eu carregar uma bola de algodão por três metros sem deixar cair já é um sofoco.

Vou assistir alguns videos no youtube sobre a arte de ser garçom e amanhã posto como foi a entrevista.

FAMÍLIA: NÃO ANIMEM MUITO. O PESSOAL DAQUI FALA QUE, NORMALMENTE, LEVA UMAS 10 ENTREVISTAS PRA ARRUMAR ALGO.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

É sábado...

... e não faz diferença alguma pra mim, já que não tenho emprego.

Ontem fiz um curso de barista, e hoje saí pra caçar trampo. Consegui ser entrevistado e deixar currículo em dois lugares, vamos ver. Se rolar, ótimo, porque ficam perto da facul; se não rolar, beleza também. Qualquer coisa eu moro no centro mesmo. É verdade que o trem leva uma hora pra chegar, mas... so what? Eu preciso mesmo ler, então não faz tanta diferença assim. Além disso, só tem um ou outro lugar pra trampar perto da facul, mas mesmo assim tudo cheio, então não resta muita alternativa.

Fato curioso 1: perdi minha carteira ontem;

Fato curioso 2: não tinha dinheiro nenhum nela;

Fato curioso 3: cancelei meus cartões; agora vou ter que ficar esperto com o dinheiro vivo que tenho - isso quer dizer: almoçar McDonalds todo dia (desculpa lara/mãe!)

Fato curioso 4: hoje, voltando no trem, encontrei um grupo de americanos bêbados e empolgados pra uma parada que vai ter aqui em Sydney. Os caras foram muito massa, puxamos altos papos e ainda tomamos uma cerva juntos!!! (sim, $ pra almoçar direito eu não tenho, mas pra cerveja com gringos, sempre há espaço).

Abaixo, uma foto minha ao executar a refinada arte de se fazer um Caffé Latté. Repare na admiração/inveja alheia.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pegando as cadelas de Sydney

Essa é a Bella.

Ela late com sotaque australiano (ou seja: você quase não entende o que ela diz, mas balança a cabeça e sorri, pra não passar como ignorante.)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Meu taxista favorito.


Conheça Mr. Hing.

Um homem que pronuncia Pelé como Pêlê, Zico como Chincow e Sócrates como... Sócrates (sim, só no mais difícil que a pronúncia é correta)

Além de me pegar com uma plaquinha escrita "Mr. Diogo Britto" (talvez o momento mais Don Corleone da minha vida), Mr. Hing também destilou as seguintes sábias palavras:

"In Sydney, if you go to a pub and buy a chick a beer, you probably get to kiss her. There's no need for prostitues. No need."

(uma pausa dramática de cerca de 20 segundos)

"But if you want prostitute, give me a call. I know where they are."


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Enrolando em Dubai

2 hs de JF pro Rio, 1:30h do Rio pra SP e mais 15 horas de SP pra Dubai.

Agora, estou gastando o tempo no aeroporto de Dubai. É muito sem noção, dá até pra entender o motivo pelo qual esses jogadores mercenários vem pra cá sem pensar duas vezes. Aí até eu. Encontrei no Freeshop daqui um Apple por U$1800,00 com HD de 500 gb e blue-ray. Se soubesse, não teria trazido esse meu HP "marromeno", mas agora já era.

Em breve irei postar alguns videos do estilo "um brasileiro se deixa fascinar pelo primeiro mundo."

Enquanto isso, tomarei meu "Fruit Delight" da Hagen-Dazs (mas que nome mais manja-rola, dá até vergonha de pedir), pensando com muito desprazer que a viagem só chegou na metade... mas eu chego lá!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Entrevista Pré-Viagem

Vou começar esse blog copiando algo que vi na página do mestre Stephen King: neste primeiro post, entrevistarei a mim mesmo!

Oi Diogo Britto, bem vindo à entrevista.

Obrigado pelo convite, Diogo Britto. É um prazer estar aqui.

Como surgiu a idéia de viajar para a Austrália?

Desde moleque eu planejava fazer alguma pós-graduação no exterior. Só que eu não queria passar poucos meses fazendo turismo ou algum curso de inglês, e sim algo mais substancial. Em 2009, quando entrei no ano final do bacharelado em tradução, pensei: “cara, ano que vem você tem que ir logo pra fora, senão vai acabar morrendo sem realizar esse sonho.”

Mas por que logo Austrália?

Sinceramente, antes eu preferia os EUA, mas agora a Terra dos Sonhos tá virando um pesadelo; conseguir visto é bem difícil. Trabalhar com visto de estudante então, nem se fala. Pra piorar, a língua espanhola tá mais em uso do que a inglesa por lá. Mas o que pesou mesmo foi a grana (sempre ela). Além do dólar australiano e dos custos do curso serem mais em conta, na Austrália é possível trabalhar com visto de estudante. Seguramente, esse foi o aspecto que mais considerei em minha decisão. Depois disso, é claro, acabei entrando em contato com a cultura australiana e fiquei maravilhado. Parece um Brasil, mas um Brasil que deu certo.

E o que vai estudar lá? Reprodução de cangurus?

Puxa, eu esperava uma piada melhor, ainda mais vindo de você.

Dá um tempo, tô ansioso com a viagem, porra. Responde a pergunta.

Bem, quando comecei a considerar minhas alternativas, cheguei a uma conclusão terrível: apesar de ter lidado com música durante toda minha vida adulta até então, meu verdadeiro interesse sempre foi a literatura. Independente das turbulências de emprego, faculdade, banda ou o que for, eu sempre estive escrevendo meus romances. Além disso, eu sempre soube que minha única chance de me dar bem é me agarrando à minha escrita. Pensei: “foda-se, vou ser escritor mesmo. Ou isso, ou nada.”

E quais são seus planos?

Sinceramente? Pretendo me tornar um escritor de Best-Sellers. Esse é meu único plano. Vou ficar um ano fazendo meu mestrado em Creative Writing (algo como “Criação literária”), lendo muita literatura de massa e aprimorando minha escrita na língua inglesa. Depois, com o diploma em mãos, começarei a procurar agentes e editores. E só voltarei ao Brasil quando tiver meu livro publicado, leve 2 ou 20 anos.

Putz, boa sorte com isso.

Irei precisar.

Espera aí, porque pensei em algo desagradável agora: já que você é escritor, os visitantes do blog vão ter que ficar lendo as poesias e textos chatos que você vai publicar por aqui?

Definitivamente não. Primeiro, porque não sou poeta — só escrevo ficção, sempre recheados de suspense e humor negro. Segundo, porque vou usar esse blog apenas para contar sobre minha vida na Austrália. É claro que, em um futuro próximo, posso até disponibilizar algum conto ou algo do gênero, mas esse não vai ser o enfoque principal do blog.

E quem você espera que leia seu blog?

Amigos, namorada, família e inimigos, claro. Ah, e um pessoal que esteja a fim de vir pra Austrália e saber um pouco mais sobre todas as fases do longo e cansativo planejamento de viajar para o exterior. Pretendo falar de tudo o que acontece no meu dia-a-dia, além de recapitular outras coisas do processo que considero interessantes o bastante para não fazer ninguém babar no teclado e desejar morrer.

A pergunta primordial: vai ter foto de mulher pelada?

Só se for da sua irmã.

Essa não foi uma resposta inteligente, cara. Eu sou você.

É, eu sei. Merda. Tudo bem, edito antes de publicar.

Como você espera lidar com as pessoas que te virem andando em Juiz de Fora no ano de 2011, te abordando com perguntas do tipo “ei, você não disse que só voltava quando se tornasse um escritor foda? Que fim levou seus planos?”

Simples: irei mandá-las à merda.

Quando você fala assim eu me pergunto se seus conhecidos realmente sentirão sua falta.

Ei, até mesmo ogros tem suas donzelas. Não viu Shrek?

Só o primeiro.

Eu também. Os outros dois pareciam meio repetição, sei lá.

Ok, vamos parando por aqui, acho que o pessoal já entendeu qual é sua intenção com esse blog.

Ótimo, o papo estava começando a ficar chato.

Só mais uma coisa: qual será a periodicidade de seus posts?

Tenho que recorrer ao clichê “postarei quando puder postar.” Mas o conteúdo vai ser legal: vai ter vídeo e fotos também, além de posts curtos, pra não causar aneurisma nos visitantes.

Pessoal, esse foi o Diogo Britto. Diogo, obrigado pela entrevista, e faça uma boa viagem. Quando sai seu voo?

Daqui a pouco.

Legal. Depois você nos conta como foi. Posso dizer uma última coisa?

Claro.

Você é um cara simpático, modesto, engraçado e inteligente. Continue assim, pois você ainda irá inspirar multidões, tenho certeza.

Ah... são só seus olhos — aliás, eles são bem sensuais!