domingo, 25 de abril de 2010

Primeiro livro totalmente traduzido

Happy times!

Comecei em 22/02/10, acabei em 25/04/10. Exatos 63 dias.

Originalmente eram 67.558 palavras; na tradução aumentou para 83.196. Média de 1320,57 palavras por dia. Confesso que é uma média impressionante, considerando que tive dezenas de contratempos (entrevista de empregos, mudança de casa, emprego, faculdade com MUITA leitura e essays, etc.) Não é tanto quanto eu gostaria (2000 por dia), mas ao menos eu consegui acabar.

Ainda preciso revisar e editar, mas a fase um dessa ingrata tarefa de traduzir está cumprida.

É com orgulho que anuncio:

Minha fantástica ficção "Como ficar rico escrevendo livros de auto-ajuda" agora se tornou, oficialmente, "How to become rich writing self-help books".

Que venha o próximo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Muito feliz

Só uma nota: estou vivendo os melhores momentos da minha vida.

Claro que ficar longe da Teteca, da família e dos amigos sucks balls big time, mas tirando isso eu tô curtindo pra caralho. Não dá pra entender esse pessoal que fica longe por 3 semanas e começa a chorar sentindo saudade e querendo morrer. Solidão é o que há!

A única coisa que tá ruim pra caralho aqui é o queijo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O mérito do estuprador de criancinhas

Não falei nada sobre o mestrado ainda, então vou falar agora.

Tenho uma aula em que os alunos têm (será que esse têm tem acento depois do Novo Acordo?) que mostrar suas histórias para os outros alunos e, logo em seguida, todo mundo discute o trabalho da vítima.

Meu texto foi o primeiro capítulo da minha nova ficção, conhecida até então como "O Romance do Século" (o título original, porém, vai ser Lacks). Nesse capítulo, apresento um personagem que não tem interesse genuíno em nada. Ele teve namoradas, mas nunca amou de verdade. Tem um emprego bom, mas que não o inspira. Acorda, come, caga e dorme, sem nunca experimentar grandes emoções. Enfim, é um cara que pode ser comparado com 95% das pessoas no mundo real.

Tá, aí no meio da discussão ficou claro que NINGUÉM foi com a cara do protagonista. Todo mundo odiou o cara, falando que ele era um filho da puta, etc. Até aí beleza, porque a ideia (esse eu sei que não tem acento porque minha irmã já me corrigiu) da parada era realmente fazer personagens odiosos. Foi interessante, porque mesmo que ninguém tenha curtido o sujeito, todo mundo se sentiu compenetrado com meu estilo, elogiou e o caralho (gringos hipócritas de merda). Daí, iniciou-se uma discussão de como o ódio pode ser uma ferramenta importante na narrativa, e como o fato de que, às vezes, ter uma reação extrema mediante um personagem pode ser melhor do que reação alguma.
(Além disso, foi bom porque eu tava inseguro quanto ao lance de escrever em inglês - ainda estou -, e, embora tenha tido alguns erros, ainda acho que ficou melhor do que quando escrevo em português.)

O detalhe mais interessante, porém, foi quando me perguntaram se eu tinha alguma relação com o personagem, se eu via algo de mim nele. Foi aí que mandei (sem pensar, claro) essa pérola:

"Nothing gets me crazier than people that have no passion. I can't respect someone who does accounting just because of the need to get a diploma and a boring job. It gives me the creeps. In a way, I kinda respect crazy children rapists, because, even though they are into fucking innocent children and therefore give them traumas, at least they're passionate about what they do."

Rolou um silêncio TENSO, que deve ter durado uns 5 segundos. Ninguém conseguiu falar nada. Aí uma garota lá mandou:
"That was the worst explanation ever. You make me sick."
Pra isso, a resposta:
"You guys are not in awe because you feel disgusted. You're in awe because it's true."

Abaixo, foto da turma num jantar de confraternização, antes deles acharem que eu compactuava com a mentalidade de serial killers e demais sociopatas:


Outro detalhe engraçado: tem uma menina da Malásia na turma (adivinha quem ela é na foto??? não sei quem você falou, mas se você não é retardado, com certeza acertou!), e, quando a gente tava analisando o texto de outra aluna, que contava a história de uma menina bêbada (um bom tema!), a mulçumana falou que não podia opinar porque nunca tinha bebido. Duas coisas interessantes aconteceram então:

1) eu fiquei COMPLETAMENTE CHOCADO; tipo, a gente sabe que tem pessoas que não bebem por causa de religião e tal, mas quando você vê uma pessoa com 28 anos (sim, eu sei que parece que tem menos), e que NUNCA tomou um só gole de álcool, você se pergunta como essa pessoa consegue distinguir "diversão" de "suicídio";

2) na hora, a professora virou e falou: "você não sabe nada sobre bebida? Pergunta pro diogo que ele te explica!" Ela nunca me viu bebendo nem nada, mas depois do meu comentário do rapist e, principalmente, do meu texto brutal e pessimista, acho que vou ficar marcado na turma como o brasileiro marginal drogado e jaded.

Até hoje, essa foi a melhor aula que tive.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 5

Chegou a vez do "Bad Motherfucking Chicken&Bac0n on Bread":


Obs: Puta que pariu! São 8:48 do meu sagrado dia de folga (sem faculdade ou trampo), e o FILHO DA PUTA do vizinho decidiu contratar uma equipe de TRÊS PESSOAS para usar TODOS OS EQUIPAMENTOS DE JARDINAGEM existentes no mundo! Caralho!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sim, eu vi isso ao vivo

Hoje eu tive folga no trampo, e, como de costume, decidi pegar uma gelada, sentar no quintal frontal e ler um livro.

(Acabei de perceber que NÃO falei do meu emprego e que NÃO falei que mudei de casa. Foda-se. Depois posto fotos e comentários sobre isso. O que estou pra falar é bem mais importante).

Repentinamente, escuto o som parecido com um galope lento de cavalo. Whaddafucka??? Por um momento penso estar de volta a Juiz de Fora (irc!), mas balanço a cabeça e me convenço de que foi só uma ilusão auditiva.

E é aí que o som se repete.

Largo o livro de lado (mas não a cerveja), levanto da cadeira e ando uns passos até a cerca para ver do que se trata. Porém, não preciso nem chegar perto para contemplar uma cena fantástica: uma mãe (LOIRA) está levando sua filha (LOIRA) para passear.

Advinha NO QUÊ a criança está montada?

Sim. Um pônei (COM UMA FAKE CRINA LOIRA).

A mãe sai puxando o pônei pela correia e a loirinha riquinha vai montada na cela cor-de-rosa dela. O pobre do bicho (o pônei, digo) provavelmente está pensando algo como "eu podia ter nascido em 1200 como um cavalo e ter ajudado exércitos a vencerem batalhas sangrentas, mas estou carregando uma mimada no sol de 11 da manhã de Sydney".

Eu queria ter tirado uma foto, mas estava muito chocado até mesmo para piscar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O livro mais engraçado de todos os tempos...

... é também o que tem o título mais genial de todos os tempos (mas O MAIS GENIAL COM MOTHERFUCKING HUGE CAPITAL LETTERS):



O livro é um apanhado de histórias de um cara fútil, bêbado, misógino e idiota que só tem merda na cabeça. Enfim, um gênio. Em cada capítulo ele conta uma bizarrice em que se meteu (sempre envolvendo álcool e putaria), numa narrativa simples e engraçada pra caraaaaalho!

Se eu pudesse recomendar só um livro pra qualquer pessoa do mundo, com certeza seria esse. Sem brincadeira. Absolutamente espetacular.

Saquem essa nota na contracapa, onde o autor cita cartas que recebeu de leitores:

"Você é a pessoa mais fantástica que eu poderia imaginar existir. Se você dormisse com minha namorada, isso só ia me fazer amá-la ainda mais."

Impagável.

sábado, 10 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 4

Mais uma maravilha culinária:


Este é o "Fish Gone Adrift in a Garlic Salad Sea"

Trabalho voluntário

Sim, você leu certo: estou fazendo trabalho voluntário.

Todo mundo sabe que sempre fui muito ligado em causas sociais, e que uma das maiores preocupações da minha vida sempre foi a forma negligente e desumana com a qual países de primeiro mundo tratam as comunidades menos desenvolvidas, tudo para alimentar a máquina canibal do capitalismo.

Por isso, passei a trabalhar nesse lugar aqui:

Lá só vende produto feito em país de terceiro mundo, mas sem "sweat shops", que são as indústrias onde as condições de trabalho são precárias. Logo, comprando nessa loja você não apenas adquire um produto legal e (relativamente) barato, como também contribuiu para o desenvolvimento social e econômico de países mais fodidos (sim, tem vários produtos do Brasil).

E quem pensar que só estou trabalhando nesse lugar porque assim vou poder rechear meu currículo para que, no segundo semestre, eu comece a trabalhar em lojas para ganhar mais... que vergonha.

Eu só quero ajudar o mundo a ser melhor.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 3

No frio da porra que tá fazendo aqui, uma receita para aquecer a vida:


Esse é o "Burn baby burn Chilli Inferno"

O sabor é proporcional à feiúra da foto.

domingo, 4 de abril de 2010

Homenagem a papaizis, mamaizis,irmãzis e cadelazis

Em busca do Crocodilo Dundee

Hoje eu e o Steve enchemos a mochila de provisões (chocolate/cerveja) e fomos dar uma volta por um dos 500 parques naturais daqui. A caminhada durou 6 horas e foi bem divertida. Em sumo, é exatamente como em qualquer parque no Brasil: muito mato, alguns escorregões e de vez em quando um macaco (aqui, no caso, eram coalas).

A foto abaixo foi tirada no fim do percurso, segundos antes de uma águia-australiana me pegar, voar comigo pelo rio e me jogar na água (só que o Steve apertou o botão errado na hora de tirar a foto para registrar o momento histórico e tudo o que vocês tem é minha palavra de que aconteceu).


sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!!!

Sim, com a proximidade da Páscoa o preço do chocolate ABAIXOU AINDA MAIS aqui em Sydney. Nem preciso dizer que fiz a festa.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 2

Seguindo, apresento o "Nutmeg Pork Cutlets Delirium".


Apenas o feijão foi comprado pronto.

in your face, Lara