sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pela glória de Rá

Sério, certas histórias não podem ser inventadas. Só quem já ficou muito bêbado entende que, quanto maior a loucura, menores são as chances dela ter sido inventada. Eu não tô postando muito aqui porque quase ninguém lê essa porra, mas essa história merece ser lida, nem que seja por meia dúzia de pessoas.

Sexta-feira. Aniversário de um amigão meu aqui, o Taylor. Depois do trampo, vou na casa do cara. Cerveja, churrasco (tipo Australiano = lixo), Jim Beam... tudo na faixa. O cara é cheio da grana, então só tinha cerveja fina, o que me fez beber mais do que o normal. Além disso, tá uns 32 graus aqui, o que também colaborou pra eu aumentar a dose. Resultado: volto TOTALMENTE MALUCO pra casa, sei lá que horas.

E aí começa a insanidade.

Eu formatei meu laptop há uns 3 dias, e desde então o puto tá me pedindo pra fazer um download de 700 mega pra atualizações. Eu fico adiando, mas eis que, BÊBADO E ÀS ??:?? DA MADRUGADA, decido que a hora não poderia ser mais apropriada pra fazer a porra do download. Como tá quente pra cacete e eu ainda não comprei um ventilador, o que eu faço pra aliviar? Cervejinha, claro. Imagine a cena: ??:?? da madrugada, eu sentado em frente ao meu computador, olhando a porcentagem dos números mudando lentamente, tomando minha cervejinha e pensando em sabe-se lá o quê.

Mas calma. Fica muito melhor.

Estou bêbado e entediado, uma combinação perigosa. E, como qualquer combinação perigosa, há um fator extra pra deixá-la ainda mais maluca: eu tinha comprado uma bateria eletrônica NAQUELE MESMO DIA, e nada parece ser mais conveniente do que tocar um System of a Down na calada da noite.

Depois de mandar BYOB, alguém me cutuca no ombro. Normalmente eu pularia dois metros de susto, mas como estou bêbado quase nem me incomodo.

“Yep?”

É a Nikki, australiana lésbica que mora comigo. Ela tá com aquela cara amassada clássica de quem não apenas acordou, mas FOI ACORDADA.

“Dude, it’s [some time I can’t remember] in the middle of the night.”

“I know, but I’m bored.”

“But dude... it’s [some time I can’t remember] in the middle of the FUCKING night.”

Ainda sem entender o motivo dela estar tão brava, desisto de tocar. Não porque ela pediu (todo mundo sabe que bêbados fazem o contrário do que qualquer pessoa pede), mas porque tocar bateria me impede de tomar cerveja. E porque tá me fazer soar como um porco numa maldita sauna.

Umas duas latas depois, eu apago.

De repente, sinto o sol batendo na minha cara. Abro os olhos. Estou dormindo na sala. Não faz o menor sentido. Cogito a ideia do Steve (amigo canadense maluco) ter vindo dormir na minha casa porque o apê dele ficava longe da festa do Taylor. Volto pro quarto. Não, ele não tá lá. O quarto tá vazio. Eu rio. O Steve nem tava na festa do Taylor, me recordo. Então porque diabos eu dormi na sala? Sei lá.

Enquanto ando em direção a lugar algum na casa, percebo o essencial: ainda estou bêbado. Desidratado, boca seca pra caralho, gosto de cerveja ainda lingering on my tongue. Então me bate o desespero:

CARALHO, TENHO QUE IR TRABALHAR!

Corro pro quarto em busca do meu celular. Tenho que começar às 10:00, então tem que ser no máximo 9:40 pra eu poder pegar o trem e chegar a tempo. Olho no meu celular. Nada. Tela preta. WHAT THE FUCK? Não tenho nenhuma lembrança de ter jogado ele na água ou qualquer coisa, então só pode ser a bateria. Em um devaneio típico de bêbado, porém, não consigo lembrar onde botei o carregador. Além disso, meu Nokia idiota não permite que eu ligue o celular logo depois de começar a carregar, então é inútil tentar.

FUDEU. QUE HORAS SÃO, PORRA?

Ainda bêbado, ando pelo casa em busca de um relógio. Já estou cogitando coisas insanas, mas tenho certeza que não chegará a esse ponto. Calma, Diogo. Você vai achar um.

Não acho um relógio. Bate o desespero.

O COMPUTADOR, IMBECIL! ABRE O LAPTOP E VÊ AS HORAS LÁ.

Ótima ideia! Sento na minha confortável cadeira de couro e, menos desesperado (mas ainda ansioso), ligo meu HP.

WINDOWS UPDATE. INSTALLING COMPONENTS. 1 OF 63.

(sei que parece que é invenção, mas juro que tinha 63 componentes a serem instalados.)

Pronto, agora estou oficialmente em pânico. Sem celuar, relógio, ou computador, não tenho como saber que horas são. O que fazer?

Então me lembro de como acordei. O raio de sol bateu no meu rosto, como uma prostituta desdentada esbofetando um cliente caipira depois dele sugerir pagá-la com ovos de ganso.

"DO IT ANCIENT STYLE," eu digo pra mim mesmo, solucionando o mistério. "VOCÊ PODE SE ORIENTAR PELA POSIÇÃO DO SOL NO CÉU!"

Dito e feito. Abro a porta da varanda, asilo meus ébrios olhos do sol escaldante, e tento dar um palpite aproximado.

Resumo da ópera: eu não apenas convenço a mim mesmo que já são mais de 10 e de que estou fodidamente atrasado, mas também que são aproximadamente 11:20, 11:30. Sim, eu tinha bebido pra cacete na noite passada.

Troco de roupa o mais rápido possível e, antes de sair, confiro o monitor. 12%. Vai se fuder, Bill Gates.

Quando tava correndo em direção à estação de trem, vejo um cara passando. O que eu faço então? Pergunto as horas pra ele, certo?

CLARO QUE NÃO. Pô, eu tô bêbado e 100% seguro das minhas capacidades de saber as horas pela posição do sol. Pra quê perder mais meu tempo? Além disso, o cara era asiático, e eu não tava tão desesperado assim (OK, isso foi só pra tentar causar uma ciber-polêmica sobre xenofobismo pra que mais pessoas fiquem sabendo do meu blog.)

Quando eu chego na estação, dou uma olhada rápida na tela dos horários dos trens pra saber quando o próximo vem. E é então que percebo que minha habilidade de "Ler o Sol" não é tão acurada quanto pensei.

8:50. Sim. Errei por três horas. TRÊS HORAS. E ainda tenho uma hora até meu shift começar. Puta merda.

Sei que é realmente ridículo e nada crível, mas você tem que considerar o seguinte antes de dizer que isso foi inventado:

1) eu ainda tava bêbado;

2) mesmo se não tivesse, quem consegue se orientar pelo SOL, pô!

3) ainda tinha a porra do horário de verão

BÔNUS: eu tinha esquecido a minha carteira, o que significa que eu não conseguiria pegar o trem de qualquer forma, porque estava sem ticket. Que manhã linda.

Lição de hoje:

"Você sabe que bebeu pra caralho na noite anterior quando acorda pensando que pode dizer as horas observando a posição do sol no céu"


(nota final: quando o computador acabou o update, eu já tinha tomado um banho e uma xícara de café, o que me fez ponderar se eu tinha que trabalhar mesmo aquele dia. Sei que seria mais engraçado se eu tivesse errado o dia também, mas infelizmente não quero acrescentar nenhuma mentira nessa história. Sim, eu tinha mesmo que trabalhar aquele dia. Mas não era às 10:00, e sim às 12:00.)

(nota extra: essa história tem que ser imaginada sob o seguinte detalhe: eu estava no dia 14 do movember, e tinha feito a barba - mas não o bigode, claro - naquele mesmo dia.)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Uma ode ao Saldanha

Tive um exercício no qual eu tinha que colocar dois ídolos falecidos (um da música e outro da literatura) conversando. Fiquei satisfeito com o que eu fiz, mas depois reli e vi que ficou a coisa mais aluno da FACOM da minha vida. Logo, dei dois títulos.

The importance of being dead

(aka - A Saldanha's Tale)

“We’re dead, aren’t we?” a voice says.

“No. We’re immortals.”

“Hum.”

The two men are atop a mountain, its peak so high up that almost touches the stars. But it doesn’t need to. There are already two stars perched over its lushy, green meadow.

“Why are you sitting in a throne?” one of them asks.

“Because I’m the Queen.”

“I like your style. Had we lived in the same time, we’d have been best friends.”

“Agreed. Maybe best lovers.”

The one who’s standing smiles, and then starts to wander around.

“I was imprisoned for being gay, you know?” he says.

“And I killed myself for being crazy.”

“Suicide?”

“No. Unprotected sex in the 80s.”

“Almost the same thing.”

There is a thick mist hovering all around, but the egos of these two men are so big and adamant that not even the white fog seems massive enough to cloud their presence.

“How do you think the world down there is doing without us?” the one on the throne asks.

“There are people who can match up to us, I guess.”

They both laugh, tilting their heads back, blowing wisps of cold smoke along with the loud sound of their sceptical laughers.

“We were unique, and there’s no chance that someone as witty and talented as us has been born since we departed.”

“You forgot to add humble to this list.”

“Yes, my dear. And humble.”

They fall silent for a minute, and the one standing up walks to the edge of the mountain. He tries to gaze at the world below his feet, but it seems to be too far, too bland, too uninteresting.

“You know what?” he says, giving up on trying to see some life in the world he once lived in. “I bet we could write a great love song. Not as good as the things you wrote, but I think we should give it a go.”

“Gotta a title yet?”

“Yes. Immortals in a dead world.”

The man sitting in the throne caresses his moustache, contemplative.

Immortals in a dead world. Written by F. Mercury and O. Wilde. Yeah, something good could come out of it. But don’t count on MTV to promote it. A friend from Seattle told me they just play shit nowadays.”

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nothing is gonna change... till you change

It hasn’t been one day since I had my “Staff Appraisal” in this place I work, Event Cinemas. For those who have never had the opportunity of working for a big company, “Staff Appraisal” is a chance to close the gap between the hot shots and the Slaves-of-the-big-machines—or Casual Employees, as they like to call us. We sit at a table, discuss our progress insofar, comment on the positive and negative aspects of the work environment, pinpoint relevant flaws of the way the cinema is being run, etc. It’s a good idea, actually. It makes us feel that the company cares about our opinion, even though in a ridiculously small dimension.

It’s rather intimidating. You’re facing up people whose annual salaries sum up to A$200,000 (or so the legend tells), and as a pawn you have to watch out for every move you make. It’s like playing chess against a Russian dude: no matter how good he could actually be on his game, you already start the match thinking that you’re losing. I guess my problem with these companies is that you have to feed a bigger creature that has no principles or real concern with human beings. I mean, it’s all about profit. So if you can write a thesis about changing the way the popcorn is made (so it can taste not so much as plastic wrapped up in colourful salt), they won’t even bother to listen if this project of yours is going to prompt them to lose money.

There’s no room for flavour, feelings, or smile. Actually, there’s only one way of making these big companies feel satisfied: the tinkling of coins, the flapping of bills, the sliding of credit cards. Human beings are just a way to get to the dollars. That’s why I chose to be writer, and not a bookkeeper. The only numbers I care about are the sum of words in my writings. That’s it.

I think it was thanks to this way I envisage big companies that I fell really surprised by the way my interview was conducted. The Assistant Manager pushed all the binders away and, looking me in the eyes, asked me to tell her the story of my life.

“You mean…?”

“I know you’re a good worker here. I know you’ve been with us since May, and I know you came to Australia in February. I know you bust your arse wherever we roster you, I know you have an accent that make us laugh and ask you to repeat what you said half of the times, but I don’t know who you are. So tell me: why are you in Australia for? What did you do in Brazil? Who did you have to leave in your hometown?”

So I explain her. It’s supposed to be an easy thing, because I’ve done it several times.

I begin telling her that I’m a writer. She interrupts me.

“Really?” Her eyes bulge, and her face almost glows.

“Yes.” I shrug. “It’s not that exciting, come on.”

“I find it amazing.”

Yeah. Right. I hate this reaction. In a way, it makes me feel like a mouse in a crazy scientist lab. It makes me feel like I’m exactly a character of a book. Foreigner, with a Latin accent, a man of creative arts. People respond to that description as if I’m a sexy genius (I wish!), but I can read their minds. All the writers can.

You’re a writer! That’s awesome! I wish I could write!

O.K., let’s now translate to what they really think.

You’re a writer! That’s… NUTS! When are you going to wake up, take a bus back to earth, and start living a real life? You can’t make money out of that!

As usual, I try to make it short. I’m a writer, and as I love to tell stories, I know by own experience that if I don’t rush things up, people will get tired of my obsession with details and just beg me to finish it already. So I keep on telling my life-changing decision as laconically as I can.

“It was a do or die situation. I had a good job. I liked it. I had a girlfriend. Friends. All of my family lived nearby. My life was set. But in Brazil people don’t read much. I don’t have any chances of getting published there. I’d become just another bitter old man, regretted of the things I haven’t done. I would have had an O.K. apartment, vacations every once and a while. A dog, perhaps. But there would have been a cancer growing inside me, a cancer that would eat me alive and make me perish within my own frustrations for not trying as hard as I could have. I knew that nothing was gonna change unless I changed. So I had to let go of all the bonds that kept me tied up to Brazil. Adeus família, amigos, namorada. No more the old life. I’m heading to an English-speaking country, I’m gonna translate my novels, and I’m gonna make it.”

The reaction to this statement is always the same, and it wasn’t different with the two women who were interviewing me for my appraisal.

“My gosh! You’re a brave man.”

“Really, really brave. I don’t know if I’d have the guts to do it. Actually, I’m pretty sure I wouldn’t.”

I nod and smile, although my throat tickles and I feel an urge for telling them they’re wrong. People who say that they wouldn’t have the nerves to do it are always wrong. Let me tell you one thing: if you’re afraid of making a big change in your life, that’s because you don’t need to. If the time to say goodbye to all the things you’re familiar with comes, you won’t even blink. Believe me. It’s not easy, but it has to be done. Those who think they would rather play safe and not take chances are the ones who can’t understand the beauty of daring. It’s that stuff Nietzsche says about darkness, monsters, and battles, right? If you gaze into the abyss, the abyss also gazes into you. Your desires and fears are not detached from your true self. They’re all one. Whether you yield to them or fight them back, it’s still you. So you have to take over. Do or die. Drag with your head down and accept that you can’t be brave enough to go after your dreams, or just take a leap of faith.

I know that this subject amazes people, and it's not different with my bosses. I can see they’re having fun. They are watching the show, they’re having the chance of analysing the poor rat running in a maze in a lab, as I said. Everybody loves to see a beautiful lion. Everybody loves to watch shows where people struggle to lose weight. Everybody loves to meet writers. However, nobody would like to live in an African Savannah, put on 100 Kg, or be in the publishing industry. That’s the magic of it… some things are only meant to be beheld, not lived. If it happens that you’re one of the animals locked in a zoo cage, trembling on a TV screen, or writing in the solitude of your own room… well, then it’s just too bad for you. You’re the one meant to entertain. You’re the entertainment.

“Well, it was great to hear that from you,” the Assistant Manager says. “Now, let’s get back to your appraisal.”

The meeting goes on, and I try my best to give the right answers. I need this job. I can’t afford to lose it. I’m still in my first year in this country, and I need at least one more until I get my grammar right. Then I’ll have to get an agent. It can take years to get published, if I ever get published. Let alone the chances of actually make a living out of my fiction. Damn, this is crazy. My future is blurry, and chances of succeeding are not on my side at all. But what can I do? I knew it would be hard. I knew I’d have to strive for perfection, even though I’m pretty sure I’m miles away from reaching it. I knew I’d have to tell the story of my life and see people grinning as they beheld a dreamy boy who thinks that his writing can take him somewhere. I’m up to the challenge. Hell, I’m up to the mocking. My past life is nothing but past. It’s good to remember it. I had a blast. For real. But it’s past, as I already said. It won’t happen again. I’m living in the now. Unlike these people who work for law firms or whatever company you could name, I don’t live in the expectation of numbers by the end of the week.

I live for the words.

Translate, write, edit, and review. Let the other people feel entertained by your own life.

You’re a writer, damn it. Giving the world a good time is your job, after all.

It doesn’t pay well, but I guess it pays off.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Exercício pro Mestrado

Tivemos que escrever um parágrafo sobre qualquer tema em três minutos, mas havia uma restrição. Não vou falar qual foi a restrição, então tenta adivinhar aí.

"Alone, biting corpses during Easter. Fake gods, holy inspiration. Judas kisses liars, Mohamed narrows obsessive people, quakes reach sins. The ultimate vandalism wounds extreme yielding zealots."


A gente sempre tem esses exercícios, vou ver se começo a postar outros aqui.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tailândia

Atualizei!!!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

I love money


Me paga vinte dólares por hora e eu falo que gosto até de Eclipse.

sábado, 19 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Resposta para Lara - parte 8

Fucking Awesome Marinara Seafood with Potato Vinagrette

AO VIVO, DIRETO DA MACQUARIE UNIVERSITY (de novo)

Acabei de fazer uma daquelas avaliações obrigatórias do professor.

O mestrado é bem difícil, mas ESSA matéria foi bem simplória e desnecessária. Anyway, na hora de entregar a folha das avaliações ela percebeu que tinha tirado menos cópias. Que professora ridícula de merda... como sempre, falei a verdade: coloquei que a professora era desorganizada e meio idiota.

Meu comentário foi tão preciso que na hora de recolher as folhas a ESTÚPIDA percebeu que tinha misturado a folha dela (auto-avaliação) com as outras. ADIVINHA QUEM PREENCHEU A FOLHA DELA?

Sim, eu.

Isso não vai influenciar na minha nota porque o envelope só é aberto no fim do período (quando as notas já foram dadas), e vai ser legal e irônico ela saber que eu acho que ela é desorganizada lendo minha análise na folha que ela supostamente devia ter preenchido.

AO VIVO, DIRETO DA MACQUARIE UNIVERSITY LIBRARY

Sou a única pessoa na sala acordada.



Não sei quanto tempo isso vai durar.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hahahahahaha...

Ouvi uma coisa hoje no emprego que me matou de rir.

Depois posto aqui porque tô com preguiça agora.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Coisas boas e ruins da Australia


Boas:
.transporte público - muito pontual e aconchegante
.clima - best of both worlds: mto quente e muito frio
.comida em supermercado - é um país sem personalidade, então tem tudo quanto é tipo de prato
.fast-food - MUITO barato
.instrumentos musicais - ampla variedade e com preços muito bons (detalhe curioso: ainda na primeira semana eu vi uma Gibson Classic '69 que custava UA$9,000 em uma loja; sem pensar duas vezes, falei pro vendedor: "Good evening, my good man. I'd like to try this beauty, please." E ele mandou aquele: "Sure, mate! Which amp?"
.mulherada - é uma beleza, só loirinha de olho azul, árabe de rosto bonito e européia promíscua (tá, esse aqui é só pra Lara ficar com ciúme)
.dólar - é muito bom ganhar em dólar... além de tudo parecer ser mais barato, também É mais barato. Explicando: um Wii aqui custa A$230,00. Se formos comparar a força da moeda com o Real (tomando como base o salário mínimo, digo), seria como se o Wii no Brasil custasse uns 6o reais (sério).
. Jack Daniels - 30 dólares (precisa falar algo mais?)

Ruins:
.queijo - o queijo daqui é uma merda! O bizarro é que as pizzas são boas... whaddafucka?
.comer fora - além de ser caro, não tem esse esquema "all you can eat", tipo churrascaria rodízio. é lógico que se você procurar até acha, mas não tem muito.
.internet - ACREDITE SE QUISER, mas aqui vc tem um limite de downloads por mês. Ou seja: é necessário controlar um pouco, inclusive o pornô.
.made in japan - aqui tem muito asiático que não sabe falar inglês e age como retardado*. Sem contar que os homens gostam de usar colete e terno pra ir pra faculdade, enquanto as mulheres certamente desconhecem a existência de espelhos. É pedir pra apanhar.
.mulherada - elas estão constantemente tentando tirar minha roupa e me possuir, devido ao meu charme latin lover (tá também foi só pra provocar a Lara... êêê)
.chuveiros - não há chuveiro de alta pressão aqui, a não ser que você seja bem rico.

*quem me chamar de racista pode ir tomar no cu. Esses asiáticos filho da puta são muito mais racistas... eles colocam anúncio à procura de empregados, roommates, etc. em "asiatês" (leia-se japonês, chinês, coreano, vietnamita, etc.), então se eles querem ser tratados como uma raça a parte, que vão tomar no cu deles e aceitem o que eles pediram.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Resposta para Lara - parte 7

Vamos para o básico:

Classic Penne with Cranberry juice

terça-feira, 25 de maio de 2010

Terceira vez que choro na Austrália

A primeira foi qnd conversei com a Lara, ainda nos primeiros dias aqui... a ficha caiu, e percebi que íamos ficar um tempão separados (pra variar). Foi triste.

A segunda foi depois de eu tentar um emprego que eu queria muito e não conseguir. Naquele momento, cercado de desespero, pensei que nunca ia arrumar um emprego bom aqui, e chorei feito criança. Hoje, tenho vontade de voltar lá no lugar e mijar na boca do dono. Arrumei um trampo no shopping, perto da minha casa, do lado da universidade, que me paga MUITO melhor do que esse outro, e que ainda me dá chance de ver quantas filmes de graça eu quiser - sem contar que meu trampo depende de outros fatores, o que me garante uma ausência de rotina, fazendo o trabalho ficar bem menos estressante.

A terceira... a terceira vez foi a pior.

Lost.

Acabou.

(não tem spolier)

Eu ri, eu chorei. Roí as unhas, mandei roteiristas tomarem no cu com os episódios da Kate, empolguei feio quando vi a Fumaça pela primeira vez, etc. Quem acompanhou a série desde a primeira temporada sabe o quanto ela é especial. O Locke vendo a luz na escotilha, o diálogo Man of Faith x Man of Science, os personagens foda (Mikhael, RICARDUS, Daniel Faraday), os personagens merda (Kate, Kate, Kate - ah, e Ana Lucia), as temporadas excepcionais (segunda e terceira - e a primeira também), as mais ou menos (quarta), e as boas pra caralho (quinta e sexta). Enfim, Lost é Lost. Platão estava errado: ainda é possível criar coisas completamente novas e fodásticas.

Eu te amo, Lost. Você se foi, mas eu ainda te amo. Obrigado por ter feito parte da minha vida... eu jamais te esquecerei.

Pararei de escrever agora senão irei chorar pela quarta vez.

Event Cinemas II

Taí:


E vai rir na puta que pariu.

domingo, 23 de maio de 2010

Custard Orgasm

Uma receita muito complexa. Recomendo não tentar caso você seja amador.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Resposta para Lara - parte 6



Fish and Cinnamon-Honey Pears Burnt as Charcoal

sábado, 15 de maio de 2010

Event Cinemas

Vou falar do lugar que eu trampo.

É uma rede de cinemas chamada Event Cinemas. Fica no Shopping, e é bem grande. Tem cerca de 40 empregados. As entrevistas que eu tive que passar para entrar foram bem engraçadas. Como fica no shopping do lado da universidade, o total de candidates foi 501(!!!) para 20 vagas. Outro motivo é que a grana é bem boa (detalhe: quanto mais velho você é, maior seu salário! Yes!!!)

Existem 5 setores. Nesses três eu não trabalho:

Scoop Alley - bomboniere

Ticket Box - bilheteria

Set - o bar do lado de fora do cinema

Esses dois eu trabalho:

Floor - é o cinema em geral. O que eu tenho que fazer? Rasgar tickets, guiar as pessoas pras salas (tem 14), distribuir óculos 3d, entrar nas sessões e ficar lá parado por 10 minutos, pra ver se tem algum mané xingando, colocando o pé na poltrona, ou incomodando alguém. É muita baba o trabalho, porque além de ver os filmes, eu não tenho que fazer o serviço sujo (tipo limpar banheiro, etc.)

GoldClass - esse é o primeiro mundo. O indivíduo paga 39 dólares pra entrar numa sessão especial, acima de 18 anos apenas, com 16 assentos por sala (tem 3 salas). Os assentos são reclináveis (pé e costas), e tem uma mesinha toda fresca também, com lugar pra deixar a pipoa esquentando e tudo mais. É do caralho. O ricaço entra direto num restaurante, onde faz alguns pedidos, determinando a hora DO FILME em que ele quer comer. Daí, a gente leva os rangos sofisticados pra eles na hora que eles escolheram. É foda demais, cheio de comida grã-fina, carta de vinhos e o caralho. Até a pipoca é afrescalhada. Esse trampo é bem legal porque eu tenho que conversar muito com os clientes, o que é ótimo pro meu inglês. A única treta é carregar bandeja com comida e taças de champanhe no escurinho do cinema. Quem me conhece sabe que sou muito estabanado, mas como o salário é muito foda, estou operando milagres com a bandeja. Abaixo, a foto do uniforme do GoldClass. O modelo é muito gato, até considerei colocar minha virilidade em jogo quando vi esse cara ao vivo.


Resumindo, é o trampo que pedi a Dawkins. Excelente grana, vejo filme de graça (ganho 2 entradas grátis por semana), e a galera lá é bem legal também, não tem muita pressão. Outra boa notícia é que se eu não fizer merda grande e conseguir me manter, o salário sobe ainda mais. A única coisa que eu lamento é a porra do limite semanal de 20 horas que o visto impõe. Se eu pudesse trabalhar mais, faria uma grana pesada mesmo.


No próximo post vou colocar a foto do OUTRO uniforme. Se vocês acharam esse engraçado, preparem-se.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãe

Feliz dia das mães.

Eu juro que tentei ligar, mas tá difícil. A net lá na casa caiu, só dá pra usar na universidade. Mesmo assim, foi foda pra mim porque é fim de período e tem essay até dizer chega.

ps - sim, ainda estou na aula de literatura. a palavra cyborg não foi repetida, mas ouvi cyberspace.

AO VIVO, DIRETO DA MACQUARIE UNIVERSITY


Foto fresquinha, chegou agora.

Esse babaca aí sou eu, às 18:21pm, na minha aula LIT806, Literary Theory.

Tá rolando um datashow, e tem a imagem de uma capa de livro que diz: "Le deuxième sexe - Simone de Beauvoir"

Como dá pra ver, é algo muito interessante. Talvez seja por por isso que eu trouxe o laptop... sim, eu tô traduzindo um livro ao invés de ficar ouvindo sobre crítica feminista, e não poderia estar mais feliz por ter trazido o pc pra essa aula.

Eu falo pouco do mestrado aqui porque realmente não há nada pra falar.

ps - tem uma australiana de merda do meu lado sem queixo que tá tentando ler o que eu tô escrevendo, mas ela não tem ideia do que se passa, claro. hahahahahha... vou deixar um recado pra ela aqui: EI, AUSTRALIANA ESCROTA! VAI PRA PUTA QUE PARIU PROCURAR UM QUEIXO PRA VOCÊ AO INVÉS DE FUÇAR NA MINHA VIDA, CARALHO!

ps.2 - o Professor aqui acabou de falar "sexy cyborg relationship", mas ninguém riu; ou seja: ele usou essas 3 palavras na mesma frase de forma séria. merda, queria saber o que era.

ps.3 (atualizado) - sim, o muçulmano na carteira da frente está consultando o verbete "cyborg" no wikipedia. morri.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Resposta para mamãe

Depois de ver minha tattoo nova, mamãe fez algumas perguntinhas. A seguir, minhas sinceras respostas

O cara é legal?
Não, ele é um criminoso muito popular aqui na Austrália. Tivemos que fazer a tatuagem bem rápido porque ele tinha que sair em meia hora pra executar um dos traficantes que trabalham pra ele, porque o cara tava cheirando cocaína ao invés de estuprar namoradas de clientes que não pagam.

Tá usando pomada?
Não. Decidi que a melhor coisa, depois de pagar uma grana boa pra fazer essa tattoo, seria estragar não somente a tatuagem como também a minha pele. Logo, além de não passar pomada, estou jogando limão e sal-grosso sobre meu peito e tomando sol de meio-dia às duas.

Doeu mais que as outras?
Essa resposta é sincera: DOEU PRA CARALHO! Levou pouco tempo para fazer, mas doeu 500 vezes mais do que qualquer uma (inclusive a das costas, acredite se quiser ou não). De qualquer forma, a dor é parte do processo.


Taí, mãe! Espero que tenha gostado das respostas!

ps - consegui fazer o arroz soltinho, aquela dica valeu a pena! uhulll!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fuck reality!

I'm into...
Fiction!


domingo, 25 de abril de 2010

Primeiro livro totalmente traduzido

Happy times!

Comecei em 22/02/10, acabei em 25/04/10. Exatos 63 dias.

Originalmente eram 67.558 palavras; na tradução aumentou para 83.196. Média de 1320,57 palavras por dia. Confesso que é uma média impressionante, considerando que tive dezenas de contratempos (entrevista de empregos, mudança de casa, emprego, faculdade com MUITA leitura e essays, etc.) Não é tanto quanto eu gostaria (2000 por dia), mas ao menos eu consegui acabar.

Ainda preciso revisar e editar, mas a fase um dessa ingrata tarefa de traduzir está cumprida.

É com orgulho que anuncio:

Minha fantástica ficção "Como ficar rico escrevendo livros de auto-ajuda" agora se tornou, oficialmente, "How to become rich writing self-help books".

Que venha o próximo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Muito feliz

Só uma nota: estou vivendo os melhores momentos da minha vida.

Claro que ficar longe da Teteca, da família e dos amigos sucks balls big time, mas tirando isso eu tô curtindo pra caralho. Não dá pra entender esse pessoal que fica longe por 3 semanas e começa a chorar sentindo saudade e querendo morrer. Solidão é o que há!

A única coisa que tá ruim pra caralho aqui é o queijo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

O mérito do estuprador de criancinhas

Não falei nada sobre o mestrado ainda, então vou falar agora.

Tenho uma aula em que os alunos têm (será que esse têm tem acento depois do Novo Acordo?) que mostrar suas histórias para os outros alunos e, logo em seguida, todo mundo discute o trabalho da vítima.

Meu texto foi o primeiro capítulo da minha nova ficção, conhecida até então como "O Romance do Século" (o título original, porém, vai ser Lacks). Nesse capítulo, apresento um personagem que não tem interesse genuíno em nada. Ele teve namoradas, mas nunca amou de verdade. Tem um emprego bom, mas que não o inspira. Acorda, come, caga e dorme, sem nunca experimentar grandes emoções. Enfim, é um cara que pode ser comparado com 95% das pessoas no mundo real.

Tá, aí no meio da discussão ficou claro que NINGUÉM foi com a cara do protagonista. Todo mundo odiou o cara, falando que ele era um filho da puta, etc. Até aí beleza, porque a ideia (esse eu sei que não tem acento porque minha irmã já me corrigiu) da parada era realmente fazer personagens odiosos. Foi interessante, porque mesmo que ninguém tenha curtido o sujeito, todo mundo se sentiu compenetrado com meu estilo, elogiou e o caralho (gringos hipócritas de merda). Daí, iniciou-se uma discussão de como o ódio pode ser uma ferramenta importante na narrativa, e como o fato de que, às vezes, ter uma reação extrema mediante um personagem pode ser melhor do que reação alguma.
(Além disso, foi bom porque eu tava inseguro quanto ao lance de escrever em inglês - ainda estou -, e, embora tenha tido alguns erros, ainda acho que ficou melhor do que quando escrevo em português.)

O detalhe mais interessante, porém, foi quando me perguntaram se eu tinha alguma relação com o personagem, se eu via algo de mim nele. Foi aí que mandei (sem pensar, claro) essa pérola:

"Nothing gets me crazier than people that have no passion. I can't respect someone who does accounting just because of the need to get a diploma and a boring job. It gives me the creeps. In a way, I kinda respect crazy children rapists, because, even though they are into fucking innocent children and therefore give them traumas, at least they're passionate about what they do."

Rolou um silêncio TENSO, que deve ter durado uns 5 segundos. Ninguém conseguiu falar nada. Aí uma garota lá mandou:
"That was the worst explanation ever. You make me sick."
Pra isso, a resposta:
"You guys are not in awe because you feel disgusted. You're in awe because it's true."

Abaixo, foto da turma num jantar de confraternização, antes deles acharem que eu compactuava com a mentalidade de serial killers e demais sociopatas:


Outro detalhe engraçado: tem uma menina da Malásia na turma (adivinha quem ela é na foto??? não sei quem você falou, mas se você não é retardado, com certeza acertou!), e, quando a gente tava analisando o texto de outra aluna, que contava a história de uma menina bêbada (um bom tema!), a mulçumana falou que não podia opinar porque nunca tinha bebido. Duas coisas interessantes aconteceram então:

1) eu fiquei COMPLETAMENTE CHOCADO; tipo, a gente sabe que tem pessoas que não bebem por causa de religião e tal, mas quando você vê uma pessoa com 28 anos (sim, eu sei que parece que tem menos), e que NUNCA tomou um só gole de álcool, você se pergunta como essa pessoa consegue distinguir "diversão" de "suicídio";

2) na hora, a professora virou e falou: "você não sabe nada sobre bebida? Pergunta pro diogo que ele te explica!" Ela nunca me viu bebendo nem nada, mas depois do meu comentário do rapist e, principalmente, do meu texto brutal e pessimista, acho que vou ficar marcado na turma como o brasileiro marginal drogado e jaded.

Até hoje, essa foi a melhor aula que tive.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 5

Chegou a vez do "Bad Motherfucking Chicken&Bac0n on Bread":


Obs: Puta que pariu! São 8:48 do meu sagrado dia de folga (sem faculdade ou trampo), e o FILHO DA PUTA do vizinho decidiu contratar uma equipe de TRÊS PESSOAS para usar TODOS OS EQUIPAMENTOS DE JARDINAGEM existentes no mundo! Caralho!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sim, eu vi isso ao vivo

Hoje eu tive folga no trampo, e, como de costume, decidi pegar uma gelada, sentar no quintal frontal e ler um livro.

(Acabei de perceber que NÃO falei do meu emprego e que NÃO falei que mudei de casa. Foda-se. Depois posto fotos e comentários sobre isso. O que estou pra falar é bem mais importante).

Repentinamente, escuto o som parecido com um galope lento de cavalo. Whaddafucka??? Por um momento penso estar de volta a Juiz de Fora (irc!), mas balanço a cabeça e me convenço de que foi só uma ilusão auditiva.

E é aí que o som se repete.

Largo o livro de lado (mas não a cerveja), levanto da cadeira e ando uns passos até a cerca para ver do que se trata. Porém, não preciso nem chegar perto para contemplar uma cena fantástica: uma mãe (LOIRA) está levando sua filha (LOIRA) para passear.

Advinha NO QUÊ a criança está montada?

Sim. Um pônei (COM UMA FAKE CRINA LOIRA).

A mãe sai puxando o pônei pela correia e a loirinha riquinha vai montada na cela cor-de-rosa dela. O pobre do bicho (o pônei, digo) provavelmente está pensando algo como "eu podia ter nascido em 1200 como um cavalo e ter ajudado exércitos a vencerem batalhas sangrentas, mas estou carregando uma mimada no sol de 11 da manhã de Sydney".

Eu queria ter tirado uma foto, mas estava muito chocado até mesmo para piscar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O livro mais engraçado de todos os tempos...

... é também o que tem o título mais genial de todos os tempos (mas O MAIS GENIAL COM MOTHERFUCKING HUGE CAPITAL LETTERS):



O livro é um apanhado de histórias de um cara fútil, bêbado, misógino e idiota que só tem merda na cabeça. Enfim, um gênio. Em cada capítulo ele conta uma bizarrice em que se meteu (sempre envolvendo álcool e putaria), numa narrativa simples e engraçada pra caraaaaalho!

Se eu pudesse recomendar só um livro pra qualquer pessoa do mundo, com certeza seria esse. Sem brincadeira. Absolutamente espetacular.

Saquem essa nota na contracapa, onde o autor cita cartas que recebeu de leitores:

"Você é a pessoa mais fantástica que eu poderia imaginar existir. Se você dormisse com minha namorada, isso só ia me fazer amá-la ainda mais."

Impagável.

sábado, 10 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 4

Mais uma maravilha culinária:


Este é o "Fish Gone Adrift in a Garlic Salad Sea"

Trabalho voluntário

Sim, você leu certo: estou fazendo trabalho voluntário.

Todo mundo sabe que sempre fui muito ligado em causas sociais, e que uma das maiores preocupações da minha vida sempre foi a forma negligente e desumana com a qual países de primeiro mundo tratam as comunidades menos desenvolvidas, tudo para alimentar a máquina canibal do capitalismo.

Por isso, passei a trabalhar nesse lugar aqui:

Lá só vende produto feito em país de terceiro mundo, mas sem "sweat shops", que são as indústrias onde as condições de trabalho são precárias. Logo, comprando nessa loja você não apenas adquire um produto legal e (relativamente) barato, como também contribuiu para o desenvolvimento social e econômico de países mais fodidos (sim, tem vários produtos do Brasil).

E quem pensar que só estou trabalhando nesse lugar porque assim vou poder rechear meu currículo para que, no segundo semestre, eu comece a trabalhar em lojas para ganhar mais... que vergonha.

Eu só quero ajudar o mundo a ser melhor.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 3

No frio da porra que tá fazendo aqui, uma receita para aquecer a vida:


Esse é o "Burn baby burn Chilli Inferno"

O sabor é proporcional à feiúra da foto.

domingo, 4 de abril de 2010

Homenagem a papaizis, mamaizis,irmãzis e cadelazis

Em busca do Crocodilo Dundee

Hoje eu e o Steve enchemos a mochila de provisões (chocolate/cerveja) e fomos dar uma volta por um dos 500 parques naturais daqui. A caminhada durou 6 horas e foi bem divertida. Em sumo, é exatamente como em qualquer parque no Brasil: muito mato, alguns escorregões e de vez em quando um macaco (aqui, no caso, eram coalas).

A foto abaixo foi tirada no fim do percurso, segundos antes de uma águia-australiana me pegar, voar comigo pelo rio e me jogar na água (só que o Steve apertou o botão errado na hora de tirar a foto para registrar o momento histórico e tudo o que vocês tem é minha palavra de que aconteceu).


sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!!!

Sim, com a proximidade da Páscoa o preço do chocolate ABAIXOU AINDA MAIS aqui em Sydney. Nem preciso dizer que fiz a festa.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Resposta para Lara - parte 2

Seguindo, apresento o "Nutmeg Pork Cutlets Delirium".


Apenas o feijão foi comprado pronto.

in your face, Lara

terça-feira, 30 de março de 2010

Resposta para Lara - parte 1

Vou começar com uma viadagem que todo mundo gosta de repreender (justamente, diga-se de passagem), mas que pra quem tá fazendo é interessante: postarei videos/fotos dos rangos que tô preparando aqui.

A série se chamará "resposta para Lara", pq a bitch disse, RINDO, que eu sou terrível na cozinha.

Aprende aí, neném! (desconsidere a parte da batata crua, pq foi um erro amador)


Snaaap! In your face!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Notícia triste

Puta merda!

Depois de uma vida tendo que aceitar que meu maior ídolo da música é manja-rola (Freddie Mercury), agora descobri que Chuck Palahniuk (escritor de Clube da Luta, um dos poucos autores que faço questão de ler TODOS os livros) também é gay!



Todo cara foda dá a bunda, é incrível! Que merda!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Três livros pelo preço de dois

Tá, a Austrália é foda e o caralho, mas livro aqui é caro pra porra.

Dei sorte que o idiota que arruma os livros na Borders achou que o livro "Beber, jogar e foder" era o "Amar, comer e rezar", e colocou ele na promoção 3 x 2. Só tinha um lá, então dei sorte de achar.

No fim das contas, comprei o trio aqui ó:


Não tava muito a fim de ler o da garota com tattoo de dragão, mas era o melhor que tinha, então... Quando ao Orgulho, Preconceito e Zumbis, qual é... totalmente fantástico e FROM HELL!

O "Beber, jogar e foder"é muito engraçado, recomendo a leitura. Li inteiro em um dia, é bem pequeno e MUITO divertido (valeu pela dica, Salimena: www.linhadotrem.com.br). Famoso estilo debochado, mas sem forçar a barra. Destaque para a citação no começo do livro, onde o autor coloca um * e manda uma nota no rodapé fantástica. Vale tanto a pena que vou colocar aqui:

"Truth is mighty and will prevail. There is nothing the matter with this, except that it ain't so."* (Mark Twain)

* I have no idea what this means